Ouvir rádio

Pausar rádio

Offline
MENU
Quais são as nossas prioridades?
Walber Gonçalves de Souza - Escritor, Professor e Palestrante
Por Geraldo Neves dos Reis
Publicado em 05/11/2026 05:44
Novidades
Walber Gonçalves de Souza

O Brasil é um país gigante, cheio de desafios nos mais diversos setores da sociedade. Desde o início do processo colonizador, lá pelos idos do século XVI, vivemos dilemas sociais que parecem intermináveis. Todavia, percebemos que, passados praticamente cinco séculos, ainda convivemos, no setor econômico, com o jargão popular “voo de galinha”.

E isso quer dizer que, de tempos em tempos, surgem planos econômicos que prometem tirar o país do caos em que se encontra. Não citarei todos, pois sabemos que a lista é imensa. Mas nossa história é repleta de exemplos que nos indicam que vivemos épocas de avanços e outras de retrocessos, como se fosse uma roda-gigante com altos e baixos.

Outro ponto que também merece destaque é o tamanho do nosso território. Com certeza, isso representa um desafio para qualquer governo que queira gerenciá-lo de forma completamente eficaz, pois os desafios são intensos e diversos.

Somos um país que, geograficamente, apresenta uma diversidade de características, e, automaticamente, as respostas para os dilemas não podem ser iguais, justamente por estarem em condições geográficas diferentes. Portanto, problemas iguais em lugares diferentes provavelmente não serão resolvidos com a mesma solução.

Nosso país é complexo em sua regionalização natural. Ao mesmo tempo que isso é algo extremamente salutar, pois a diversidade enriquece, na mesma proporção torna-se um dilema de gestão.

Dito isso, fico me perguntando: ao longo da nossa história, quais foram as nossas prioridades? O que consideramos como prioridades? Será que elas eram, de fato, as prioridades que deveriam ser executadas com os recursos públicos? Se as prioridades tivessem sido escolhidas com critérios republicanos, será que existiriam tantos “voos de galinha” em nossa história econômica?

Nosso país é riquíssimo, cheio de recursos das mais variadas modalidades: temos solos férteis, climas diversos, minérios, incontáveis recursos provenientes da nossa diversa fauna e flora. Enfim, temos tudo de que uma nação precisa para alcançar índices de desenvolvimento adequados à formação de uma sociedade em que seus habitantes vivam com dignidade.

Mas o que nos falta? Talvez seja priorizar o que, de fato, é importante e, portanto, prioritário. Se fizéssemos uma lista com os principais problemas que deveríamos começar a combater, será que gastaríamos tantos recursos com coisas e situações que poderiam ser realizadas em outros momentos?

Quando não focamos no que precisa ser feito, mas colocamos em nossa lista de prioridades situações que não são prioritárias, o resultado é o desperdício de recursos e a manutenção de uma sociedade repleta de desigualdades sociais. É isso que caracteriza nossa história.

Creio que nosso país só sairá do atoleiro social em que se encontra quando nossos representantes estabelecerem um pacto pelas verdadeiras prioridades do nosso país. Gastar por gastar, manter políticas do “pão e circo” e não combater os desperdícios manterão eternos ciclos que nos acompanham há séculos.

Governos vêm e vão. Prioridades surgem e precisam ser resolvidas. Quando um governo não prioriza o que precisa ser feito, na verdade, ele comunga com as mazelas históricas do seu povo, mesmo dizendo o contrário.

Walber Gonçalves de Souza é professor, escritor e palestrante (@prof.walbao).

Comentários
Comentário enviado com sucesso!