Também somos um pouquinho do “meio ambiente” - * Walber Gonçalves de Souza
04/06/2018 - 13h32 em Novidades

Comemora-se no dia 5 de junho o “Dia Mundial do Meio Ambiente”. Geralmente quando pensamos em Meio Ambiente logo nos vem à mente a ideia de animais, plantas, poluição e condições climáticas. Não que esteja incorreto, mas pensar somente nestes aspectos é insuficiente para refletirmos sobre as questões que envolvem todos os aspectos e apelos do meio ambiente.

                A expressão “meio ambiente” deveria ser entendida como uma relação sistêmica de tudo com todos. Uma relação íntima e recíproca entre todas as coisas que coabitam o planeta. O “meio ambiente” é uma grande teia de relações dos seres entre si e com os aspectos naturais do planeta. Uma relação que deveria primar pelo equilíbrio.

                 Pensar ambientalmente é pensar nesta teia, nestas relações que nos interligam, que nos fazem envolver uns com os outros e ao mesmo tempo como estas relações interferem na vida planetária.

                Quando cuidamos destas relações acabamos de forma direta cuidando do meio ambiente e mesmo se aplica ao contrário. Quando não valorizamos a vida e as relações que existem entre tudo e todos, de certa forma acabamos também colaborando com a destruição do meio em que vivemos.

                Pensar ambientalmente e de forma global, exige de cada um de nós o olhar para vida que está presente no planeta, mas não necessariamente somente aquelas que estão perto de nós. Somos convocados a todo momento a pensar: minha atitude perante ao meio a que pertenço gera vida ou morte?

                Às vezes pensamos que cuidar do meio ambiente é plantar árvores durante campanhas, cuidar de animais e outras coisas do gênero. Ações como estas são importantes, claro que são, mas podemos colaborar também, cobrando ações governamentais mais eficazes e menos politiqueiras. Como por exemplo: as cidades poderiam ter os resíduos, como esgoto doméstico e industrial tratados; mananciais preservados e caso seja preciso reflorestado; verdadeiramente uma coleta seletiva de resíduos sólidos; fim dos lixões e por consequência instalações de usinas de compostagem e aterros sanitários; incentivo à pesquisa e às indústrias para geração de energia limpa. São tantas ações possíveis, mas que dependem do interesse público, quando digo público, refiro-me a todos nós.

                Observe também que não citei nada de inovador, pois já sabemos o que devemos fazer, o que nos resta é justamente isto: fazer acontecer, colocar em prática o que sabemos. Desde as coisas mais simples, como não jogar lixo no chão, até aquelas um pouco mais complexas como as já citadas.

                Precisamos urgentemente acreditar que todos nós somos um pouquinho do meio ambiente, e que o seu fim é o nosso fim, como da mesma maneira, um ambiente saudável nada mais é do que o reflexo de um povo de mente saudável e educado, que valoriza a si e ao outro e que acima de tudo acredita que a vida precisa continuar.

 

*Walber Gonçalves de Souza é professor e membro das Academias de Letras de Caratinga (ACL), Teófilo Otoni (ALTO) e Maçônica do Leste de Minas (AMLM).

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